Garantia de vaga, no entanto, está limitada aos vestibulandos de escolas mantidas exclusivamente pelas Forças Armadas.

A Universidade de São Paulo (USP) voltou atrás e decidiu aceitar a matrícula de estudantes provenientes de escolas militares e que foram aprovados no vestibular por meio do Sistema de Seleção Unificado (Sisu). No entanto, a instituição afirmou que essa garantia de vaga será dada apenas aos alunos que cursaram os estabelecimentos efetivamente mantidos pelas forças armadas, uma vez que os vestibulandos utilizaram as cotas para escolas públicas.

"Todos os candidatos aprovados oriundos de colégios militares, vinculados e mantidos efetivamente pelas Forças Armadas, que se inscreveram no vestibular optando pela ação afirmativa para egressos de escolas públicas, tiveram a sua matrícula aceita", informou a USP, em nota.

A USP alega que as matrículas de estudantes oriundos de colégios militares haviam sido canceladas porque a Comissão de Acompanhamento do Vestibular verificou que algumas instituições, embora denominadas militares, eram administradas por entidades privadas e cobravam mensalidades. Dessa forma, não estariam enquadradas nas vagas destinadas aos alunos de escolas públicas dentro do Sisu.

A USP informou ainda que os casos de indeferimento de matrícula estão em análise, uma vez que foram apresentados recursos por parte dos vestibulandos. "A universidade preocupa-se em identificar corretamente a instituição de ensino de origem dos candidatos", justificou a universidade.

O cancelamento de vagas causou um mal estar com o Exército, que considerou a medida da universidade uma represália política ao governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

Uma reunião foi realizada, na última sexta-feira, entre representantes do Comando Militar do Sudeste, sediado em São Paulo, e dirigentes da USP, na tentativa de reverter o cancelamento das vagas. Os alunos foram informados sobre o cancelamento na última quinta-feira.





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