Três deles ocorreram no Sesi de Ceilândia. E três no Colégio Ideal, em Taguatinga. Outro caso ocorreu também na cidade, em escola particular.

Pais de alunos matriculados nas escolas do Distrito Federal estão assustados com a ocorrência de casos do vírus H1N1 nas instituições de ensino. Pelo menos sete casos foram registrados na última semana: três no Colégio Ideal, em Taguatinga, e três no Serviço Social do Comércio (Sesc-DF), em Ceilândia, entre eles. Outra criança, de apenas três anos, também foi diagnosticada com a gripe em um hospital particular, em Taguatinga.

Com o objetivo de tranquilizar pais e estudantes, o Colégio Ideal soltou um comunicado nesse domingo (30/9) para informar que três alunos da instituição de ensino foram diagnosticados com H1N1. Em texto direcionado aos pais e responsáveis, a escola informou que recebeu os laudos com o exame positivo para três crianças. Outros três casos de suspeita, também foram comunicados à direção.

Por prudência e prevenção, as aulas foram suspensas por três dias na unidade da QNG AE 31. As atividades serão retomadas apenas na quinta-feira (4/10). “Informamos que os dias suspensos serão repostos em datas posteriormente comunicadas. Esclarecemos, também, que a escola adotou, ao longo do corrente ano, as medidas preventivas necessárias, inclusive uma campanha de vacinação dos alunos realizada no mês de maio”, informou a instituição no documento.

Veja o comunicado:

Reprodução


A diretora do colégio, Gisele Beirigo, disse que não há funcionários com a doença e nem em outras unidades. “Resolvemos soltar o comunicado porque, além dos três casos confirmados por exames, ainda há outras três suspeitas, possivelmente positivas. A escola já passou por limpeza geral e a intenção agora é tentar encerrar esse ciclo de contagio”, disse Gisele.

A instituição pede aos pais e responsáveis atenção redobrada com os principais sintomas da H1N1, semelhantes aos da gripe comum. Entre eles, febre repentina acima de 38ºC, dores musculares, de garganta, nas articulações, irritação nos olhos, tosse e, em alguns casos, vômitos e diarreia.

Outros casos

Na sexta-feira (28), outra criança de três anos, foi diagnosticada com a gripe em um hospital particular, em Taguatinga. Segundo o pai do menino, ele estava com sintomas de gripe e febre alta que não baixava com o uso de medicamento. “Ao chegar na unidade de saúde, fizemos vários exames e a médica pediu o de vírus influenza para constatar a H1N1. Ela disse que haviam vários outros casos já diagnosticados. Na mesma hora, outra criança chegou com o exame, também positivo. Ficamos surpresos porque ele havia tomado a segunda dose da vacina”, contou.

Segundo o responsável, a médica que atendeu a família disse que há um surto no DF. Ela informou que nos últimos dias, atendeu pelo menos nove casos positivos. “Meu filho não precisou ficar internado. Está de quarentena e precisa de sete dias em repouso absoluto. Compramos o medicamento que chega a custar R$ 300”, acrescentou o pai que preferiu não se identificar. A criança estuda em uma escola particular de Samambaia Norte, que foi informada sobre o laudo do exame da criança.
Ainda na sexta, o Metrópoles publicou reportagem informando sobre três alunos da escola do Serviço Social do Comércio (Sesc-DF) em Ceilândia, que estão com o vírus H1N1. As crianças têm 3 anos de idade e estudam na mesma turma.

Por meio de nota, a escola disse que seguirá orientação da Vigilância Sanitária e do Ministério da Saúde de manter as salas de aula abertas para melhor ventilação. Os hábitos de higiene também serão reforçados, com a oferta de álcool em gel para alunos e professores.

O Sesc informou que tem tomado todas as medidas necessárias para evitar a disseminação do vírus e o contágio de mais pessoas. “A Vigilância Sanitária destaca que não há motivos para suspensão das aulas. A recomendação é que a unidade permaneça aberta. O Sesc está monitorando a situação em tempo real e segue à disposição para auxiliar no que for possível”, reforçou.

A Secretaria de Saúde informou que ainda não foi notificada sobre os casos de H1N1 nas escolas.

Previna-se

Para evitar a transmissão da gripe e de outras doenças respiratórias, a Secretaria de Saúde recomenda:

Lavar as mãos com frequência, principalmente antes de comer;
Usar lenços descartáveis para higiene nasal;
Cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir;
Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca;
Higienizar as mãos após tossir ou espirrar;
Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas;
Manter os ambientes bem ventilados;
Evitar contato próximo com pessoas que apresentem sinais ou sintomas de gripe;
Evitar aglomerações e locais fechados (procurar manter os ambientes arejados);
Adotar hábitos saudáveis, como alimentação balanceada e ingestão de líquidos.



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